Quando o carro parou no gramado, Robert foi o primeiro a sair e caminhou com confiança em direção à mesa. Atrás dele vinha seu amigo Tomasz, que já estava tirando o celular do bolso, aparentemente querendo fazer algumas fotografias do terreno. Monika carregava a conhecida sacola de papel com uma garrafa dentro, sua contribuição simbólica para todo aquele encontro.
Ao chegarem à mesa, todos pararam.
O silêncio durou talvez cinco segundos.
Ainda assim, aqueles instantes pareceram se arrastar por um minuto inteiro.
— Bom, sirvam-se à vontade das batatas, meus queridos, já que ninguém trouxe mais nada! — anunciou Anna com toda a cordialidade do mundo, colocando algumas porções de bolinhos de batata no prato de Monika, como se aquele almoço fosse a coisa mais natural do mundo.
Monika pegou o garfo sem dizer uma palavra. Tomasz, por algum motivo que só ele conhecia, resolveu fotografar a mesa.
Robert se sentou e olhou para Piotr. O irmão mais novo estava concentradíssimo, analisando o próprio prato como se houvesse algo extraordinariamente interessante nele.
— Um pouco simples, não acham? — resmungou Robert.
— Mas está realmente delicioso — respondeu Monika depois da primeira garfada. Não havia o menor sinal de falsa educação em sua voz.
— As batatas assadas na churrasqueira ficarão prontas em cerca de vinte minutos — informou Anna. — Por enquanto, comam os bolinhos. Não faz sentido ficar esperando.
Os convidados começaram a comer. Durante os primeiros minutos, Robert parecia um cliente de restaurante que tivesse recebido um prato completamente diferente daquele que havia pedido. Mantinha as sobrancelhas ligeiramente erguidas, permanecia sentado de maneira rígida e cada movimento seu revelava espanto. Somente quando as batatas quentes e douradas, perfumadas com fumaça e alecrim, chegaram à mesa, sua tensão começou a diminuir um pouco.
— Para falar a verdade, estão muito boas — admitiu Tomasz.
— Como você as preparou? — perguntou Monika, curiosa.
— Um pouco de azeite, alecrim, sal e brasas bem fortes — explicou Anna.
A conversa foi gradualmente voltando ao normal. Apenas Robert continuava estranhamente calado. Ora olhava para o irmão, ora para Anna. Aos poucos, começava a compreender o verdadeiro significado daquela situação. No início, tentou claramente afastar essa ideia, mas, a cada minuto que passava, ficava mais difícil ignorar a mensagem que estava por trás daquele almoço.
Quando Monika, Tomasz e a namorada dele foram dar uma olhada nas macieiras, Robert permaneceu sozinho à mesa com Piotr.
— O que foi aquilo, afinal? — perguntou em voz baixa.
— Um almoço — respondeu Piotr.
— Um almoço. Claro. — Robert fez uma breve pausa. — Foi ideia dela, não foi?
— Nós decidimos isso juntos.
— Piotrek, você tem noção de como essa situação parece? Vocês me convidam, eu venho e encontro batatas e água na mesa. Se tivessem avisado que seria um almoço rústico, eu não teria problema nenhum. Mas isso é uma indireta, não é?
Piotr ergueu os olhos.
— Robert, compramos este terreno com um financiamento. E não é um financiamento pequeno. Temos uma prestação fixa todos os meses e precisamos planejar nossos gastos com antecedência.
— E daí? Eu não estou pedindo que vocês vão à falência por minha causa.
— Mas você já parou para pensar em quem paga por toda a comida e pelas recepções cada vez que vocês vêm para cá em grupo? Não temos dinheiro para organizar banquetes constantemente. Quando alguém vai visitar outra pessoa numa casa de campo, leva alguma coisa para comer. Isso é normal. A maioria das pessoas faz exatamente assim.
Robert ficou olhando para o irmão mais novo durante um longo tempo.
— Foi ela que colocou você contra mim.
— Ninguém me colocou contra você. Sou perfeitamente capaz de enxergar o que está acontecendo por conta própria.
— Piotrek…
— Robert, nós realmente gostamos quando vocês vêm nos visitar. Continuem vindo. Só não apareçam de mãos vazias.
Robert soltou uma risadinha pelo nariz, mas não respondeu. Pegou a jarra, serviu-se de água e bebeu um copo inteiro.
— Essa água é boa — comentou depois de algum tempo. — É do poço?

— Sim. É água do nosso poço.
Enquanto isso, Anna estava ao lado de uma das macieiras, ouvindo Monika falar sobre as flores que cultivava em seu apartamento. Ela não escutou a conversa entre os irmãos, mas viu Robert se levantar e dar um tapinha no ombro de Piotr. Dessa vez, o gesto não tinha aquele ar habitual de superioridade disfarçada de carinho. Havia nele algo diferente, algo parecido com o respeito de alguém que acabara de ouvir uma resposta inconveniente, mas sincera. Pouco depois, Robert se aproximou de Anna.
— Aqueles bolinhos de batata estavam realmente deliciosos — disse ele.
— Obrigada.
— Da próxima vez, a carne fica por nossa conta. Claro, se vocês ainda quiserem nos convidar.
— Vamos convidar, sim — respondeu Anna.
