Venedek, com as mãos trémulas, segurava a mão da sua irmã enquanto ela era levada para a sala de partos.
«Leila, respira fundo! Vai correr tudo bem!», sussurrou ele, tentando conter as lágrimas.
O rosto dela estava coberto de suor e contorceu-se dolorosamente quando ela olhou para ele.
«És o melhor irmão que o céu poderia ter-me enviado, Venedek…», ela exalou antes que a porta se fechasse na sua frente.
Venedek ficou parado, impotente, quando foi expulso da sala. A sua irmã estava apenas na 36ª semana de gravidez, e os médicos decidiram que ela precisava de uma cesariana. Mas assim que o primeiro bebé nasceu, o estado de Leila piorou drasticamente…

«Leila, fica comigo! Olha para mim, estás a ouvir-me?», gritou Venedek, mas a porta fechou-se à sua frente.
Minutos que pareceram horas se passaram antes que um dos médicos saísse e olhasse para ele.
— Doutor… como ela está? — perguntou Venedek, esperançoso.
O médico abaixou a cabeça tristemente.
— Sinto muito… fizemos tudo o que podíamos, mas não conseguimos estancar a hemorragia. As crianças estão vivas, agora estão na UTI.
Venedek caiu no chão ao ouvir isso. A sua irmã estava tão ansiosa para pegar os seus filhos nos braços. Como isso pôde acontecer?
Enquanto ele tentava compreender a tragédia, uma voz familiar e odiosa ecoou pelo corredor.
— Onde ela está, caramba? Pensaste que ela ia dar à luz e não me disseste nada?!
Venedek levantou a cabeça bruscamente e foi tomado pela raiva.
À sua frente estava o ex-namorado de Leila, Bence, agitado e exigente.

— Onde está a tua irmã? — gritou ele.
Venedek agarrou-o pelo colarinho e empurrou-o contra a parede.
«Agora estás interessado nela? Onde estavas quando ela ficou na rua por tua causa? Onde estavas quando ela lutava pela vida há algumas horas?», sussurrou ele. «Ela morreu, Bence! Ela morreu e tu nem sequer estavas por perto!»
Bence olhou para ele atordoado, depois abanou a cabeça.
— Onde estão os meus filhos? Quero vê-los!
Venedek cerrou os dentes e gritou com ele.
— Não se atreva a chamá-los assim! Saia daqui! Não vai vê-los!
— Eu vou embora… mas voltarei! Você não pode ficar com os meus filhos! — gritou Bence, antes de desaparecer no corredor do hospital.
Venedek sabia que não podia permitir que alguém como Bence criasse os filhos da sua irmã. Por isso, lutou pela custódia no tribunal.
Na audiência, Bence fingiu chorar.
— São os meus filhos! Como posso viver sem eles? — chorava ele diante do juiz.

No entanto, o juiz fez-lhe perguntas difíceis.
— Apoiou Leila financeiramente durante a gravidez? Casou-se com ela?
Bence baixou os olhos.
«Não… eu não tinha condições financeiras para isso…»
No entanto, o advogado de Venedek jogou sua carta na mesa: mensagens de texto e mensagens de voz provavam que Bence era alcoólatra e que Leila só se casaria com ele se ele fizesse reabilitação.
O tribunal acabou por decidir a favor de Venedek.
Ele conseguiu adotar os trigémeos.
Passaram-se cinco anos.
Um dia, Venedek, ao ir buscar as crianças à creche, viu uma figura familiar em frente à sua casa.
Cinco anos se passaram.
Certa vez, Venedek, ao buscar as crianças na creche, viu uma figura familiar em frente à sua casa.
Era Bence.

– Meninos, entrem em casa! Eu já vou. – Venedek sorriu, depois assumiu uma postura de combate.
– É você de novo?! O que estás a fazer aqui? – gritou ele.
Bence olhou para ele com confiança.
– Vim buscar os meus filhos. Tenho um emprego estável, estou pronto para ser pai!
Venedek riu amargamente.
– A sério? Ainda tens aquele carro luxuoso em frente à tua casa, que acabaste de comprar? Achas que o juiz vai considerar isso responsabilidade parental?!
Mas Bente não desistiu.
Alguns meses depois, Venedek recebeu uma intimação judicial.
Na audiência, o advogado de Bente revelou uma informação inesperada.
— Dr. Venedek… é verdade que lhe foi diagnosticado um tumor cerebral? — perguntou ele de repente.
O silêncio tomou conta do tribunal.
Venedek baixou a cabeça.

— Sim… é verdade.
O juiz suspirou.
— Lamento muito, Dr. Venedek. O tribunal considera que o melhor para as crianças é ficarem com o pai biológico. Tem duas semanas para prepará-las para a transferência.
Venedek sentiu o seu coração parar de bater.
Quando ele estava a arrumar as coisas das crianças, os meninos, com lágrimas nos olhos, abraçaram-no com força.
– Por favor, não nos deixe, tio! – choravam eles.
Com lágrimas nos olhos, Venedek abraçou-os.
«Meninos… se vocês me amam, sabem que eu nunca iria querer prejudicá-los. Quero que sejam felizes, e agora o vosso pai vai cuidar de vocês.»
Os meninos despediram-se dele, chorando copiosamente.
Mas Ben
– Eu errei, Venedek. Eu não devia ter lutado, eu devia ter agido.

E, nesse momento, aconteceu uma reviravolta inesperada:
Bence ajudou a devolver as coisas das crianças para casa…
E sim, a guerra interminável terminou com um novo começo para todos.
