Mulheres — não engordem, não envelheçam, não se divirtam, não ousem usar biquíni.

A história do controlo dos corpos na mídia


A vergonha do corpo não é um fenómeno novo, mas a sua evolução tornou-se mais sofisticada. Da cultura sensacionalista às publicações virais nas redes sociais de hoje, a ideia de que uma mulher deve ter uma determinada aparência para merecer respeito continua a ser perturbadoramente atual. Nas últimas décadas, os culpados eram as revistas, que usavam retoques e Photoshop para apresentar um ideal inatingível. Hoje, são fotos «casuais» de praia que transmitem as mesmas mensagens prejudiciais. Trocaram uma forma de beleza irrealista por outra, e os meios de comunicação tradicionais e as plataformas sociais servem como caçadores desses estereótipos.

Recuperar o biquíni: o direito das mulheres de serem elas mesmas

A reação a essas narrativas prejudiciais está a crescer, à medida que mais mulheres rejeitam a ideia de que devem esconder os seus corpos. Os movimentos em direção à positividade corporal e à inclusão estão a ajudar a mudar a perceção. As mulheres estão a começar a aceitar os seus corpos, independentemente do tamanho ou da idade, e a ocupar o seu lugar na praia sem pedir desculpas.

Um apelo para uma cultura mediática mais inclusiva

Para que isso mude em uma escala mais ampla, precisamos mudar a nossa percepção e discussão sobre os corpos. A mídia e os paparazzi devem assumir a responsabilidade pela disseminação de estereótipos prejudiciais. Em vez de nos concentrarmos na vergonha do corpo, poderíamos nos concentrar em histórias que inspiram e celebram a diversidade. A narrativa não deve ser sobre como alguém fica de biquíni, mas sobre as memórias que cria, o prazer que obtém e como vive a sua vida.

Conclusão: é hora de acabar com a temporada da vergonha

O espetáculo anual de verão da vergonha do corpo não é apenas uma moda dos tablóides; é um reflexo da sociedade, que continua a impor expectativas rígidas em relação ao corpo das mulheres. A ironia é que as mulheres em férias são frequentemente as que mais se assemelham a nós. Não estão na passadeira vermelha; estão a aproveitar o momento de descanso, tal como todas as outras pessoas. Está na hora de as deixarmos ser. Em vez de alimentarmos o fogo da condenação pública, precisamos de reconhecer que a beleza é diversa, que a idade não importa e que todos os corpos merecem ser celebrados. Portanto, neste verão, vamos mudar a narrativa: toda mulher merece o direito de usar o que quiser e aproveitar o sol, livre de olhares condenatórios.