«Hoje em dia, as pessoas filmam para a Netflix e mostram tudo o que se pode imaginar, mas naquela altura o que fazíamos era realmente inovador», disse a atriz.
Ela salientou que o filme de um grande estúdio mostrava abertamente nudez, sexualidade e relações entre pessoas do mesmo sexo — temas que, no início dos anos 90, violavam seriamente as normas habituais.
Ao mesmo tempo, Stone admitiu que o filme lhe trouxe o estatuto de ícone, mas nem sempre — o respeito.
«Ele fez de mim um ícone, mas não acrescentou respeito. Se o faria novamente? Na vida, nem sempre há a possibilidade de escolher essas coisas», disse ela numa entrevista ao Business Insider.
Ao falar sobre o realizador Paul Verhoeven, a atriz salientou que mantêm uma boa relação profissional:
«A forma como lidei com aquela situação foi exatamente o que eu queria fazer. Eu e o Verhoeven temos uma excelente relação de trabalho.»
Um filme que ainda hoje suscita controvérsia
Mesmo décadas depois, «Basic Instinct» continua a dividir o público. Alguns consideram a personagem de Catherine Tramell, interpretada por Stone, uma figura ousada e até feminista — uma mulher que demonstra abertamente o seu poder e a sua sensualidade.
Outros, por sua vez, vêem no filme um espetáculo provocador, construído em torno de elementos chocantes e de provocação sexual.
As discussões continuam até hoje: será que Hollywood realmente evoluiu ou apenas aprendeu a apresentar os mesmos temas escandalosos de uma forma diferente? Mas há um ponto em que quase todos concordam — este filme mudou as regras do jogo e continua a ser tema de conversa mesmo décadas depois. 🎬
