Depois que eu trouxe a recém-nascida para casa, o meu filho começou a agir de forma estranha — e a sua intuição acabou por estar certa.

O nascimento do bebé deveria ter sido o auge da felicidade para Emily, mas o comportamento estranho do filho de cinco anos virou o mundo deles de cabeça para baixo. Assim que ele começou a agir de forma diferente do habitual, Emily sentiu que algo não estava bem. Ela não conseguiu perceber imediatamente o que era, e a vida da família mudou para sempre.

Emily era mãe de dois filhos. Ultimamente, a sua vida tinha-se tornado bastante agitada, pois tinha de cuidar simultaneamente do filho mais velho, Max, e da filha recém-nascida, Lisa.

Ela não se queixava, embora todos os dias fossem cheios de preocupações — troca de fraldas, noites sem dormir, inquietações. Mas, há alguns dias, o comportamento de Max começou a alarmá-la.

Max esperava ansiosamente pela chegada da irmã. Ele discutia alegremente como iria cuidar dela.

«Daqui a seis dias, tu vais ser irmão mais velho!», disse Emily.

«Seis?», perguntou Max, surpreendido.

«Sim! Vais ser o irmão mais velho!», disse Emily, sorrindo.

«Vou mandar nela?», brincou Max.

«Não exatamente, mas podes ajudá-la — trocar fraldas, ler livros, cantar.»

«Posso pegá-la como se fosse uma boneca?»

«Não, bebés exigem cuidado», respondeu o marido de Emily, Dan.

Max ficou tão animado que balançava seu brinquedo com carinho, cantava canções para ela e fazia planos para o futuro.

Mas ninguém esperava que tudo tomasse um rumo estranho após o nascimento.

Quando as contrações começaram, Emily ligou urgentemente para o marido e eles foram para o hospital.

O dia de espera foi tenso, Dan apoiou a esposa, mas ninguém podia prever o que aconteceria a seguir.

Logo após o parto, Emily viu a sua pequena Lisa, enrolada num cobertor rosa.

«Ela é um milagre», disse Dan, abraçando a sua esposa.

Algumas horas depois, Dan trouxe Max para o quarto. Max correu alegremente para a irmã, olhando para ela com entusiasmo.

«Ela é tão pequena!», exclamou ele, tocando cuidadosamente as bochechas dela.

«O nome dela é Lisa», disse Emily, sentindo-se feliz.

Mas logo começaram as estranhezas.

Quando chegaram a casa, Max, que inicialmente estava feliz, começou a evitar a irmã. Ele recusava-se a brincar com ela, evitava até olhar para o berço.

Emily sentou-se ao lado de Max e perguntou: «O que aconteceu? Porque não queres brincar?»

« Esta não é a minha irmã», disse Max baixinho.

Emily ficou perplexa, achando que era apenas ciúme. Mas Max continuou insistindo que tinha visto a enfermeira trazer outra criança para o quarto, enrolada em outro cobertor.

Emily e Dan foram imediatamente ao hospital, onde descobriram que havia ocorrido um erro. A sua verdadeira filha estava com outra família.

O teste de ADN confirmou que o Max estava certo. Eles recuperaram a sua verdadeira Lisa.

Este caso ensinou à Emily uma lição importante: as crianças podem perceber coisas que os adultos não veem, e a sua intuição pode levá-las à verdade.