Quando tinha quatro anos, ele foi vítima de um terrível incêndio. Mais de 95% da sua pele ficou queimada. O menino não se escondeu e continuou a viver uma vida normal, e logo entrou para a faculdade. Arranjou um emprego e não evitou as pessoas. Neste artigo, pode ver como ele era antes e depois da tragédia.
Johnny Quinn é natural dos Estados Unidos. Ele teve que passar por um verdadeiro pesadelo ainda muito jovem. Naquele dia, ele brincava no celeiro, e um cão acidentalmente derrubou uma vela — o prédio de madeira pegou fogo rapidamente.

O fogo tomou conta de toda a área, transformando o celeiro em uma armadilha mortal. Devido ao fumo, o menino não conseguia ver nada, e as chamas queimavam literalmente a sua pele. Johnny gritou no início, mas depois as suas forças esgotaram-se.
Felizmente, a irmã mais velha ouviu o irmão e correu para salvá-lo. Apesar de ser muito perigoso estar no celeiro, ela conseguiu chegar até Johnny e puxá-lo para fora.
Se ele tivesse ficado mais alguns segundos no fogo, os médicos não teriam conseguido salvar a criança. Johnny tinha queimaduras realmente muito graves, por isso os médicos não davam nenhuma hipótese. Foi então que começou a luta pela vida e pela recuperação.
Os anos seguintes foram muito difíceis. O menino passou por 80 cirurgias, que lhe causaram muita dor e sofrimento. Cada dia era um teste de resistência e vontade de sobreviver.

As cirurgias e transplantes de pele tornaram-se literalmente parte da sua vida. Foi muito difícil para ele aceitar-se e habituar-se ao facto de que a sua aparência já era diferente.
Johnny evitava constantemente a si mesmo e considerava-se um monstro. Tinha vergonha do seu próprio reflexo, por isso nem sequer se olhava ao espelho.
No entanto, aos dez anos, a sua visão do mundo mudou drasticamente. Ele percebeu que precisava de se aceitar e amar para viver uma vida plena. Aos poucos, o rapaz aprendeu a aceitar a sua singularidade e a não mais olhar para o passado.
Johnny não ia mais se esconder e ficar triste. O jovem começou a agir com determinação e entrou na faculdade. Ele fez muitos amigos e também começou a trabalhar com um psicólogo.

Logo, tornou-se membro de uma organização que ajuda pessoas a se adaptarem à sociedade. Lá, há pessoas com diversos tipos de deficiências físicas e psicológicas.
Para Johnny, isso foi apenas o começo. Ele quis se tornar modelo e conseguiu. Com seu exemplo, ele mostra que a beleza pode ser diversa e que a aparência externa nem sempre reflete o mundo interior.
