Desde o momento em que nos conhecemos, percebi que a minha sogra não estava muito entusiasmada comigo. Ela me examinava como se eu fosse uma candidata não qualificada. E, de certa forma, era assim que ela me via.
«Tem de provar que é digna do meu filho», disse-me ela uma noite, com toda a seriedade. «A esposa deve ser como uma segunda mãe para ele.»
Achei que ela estivesse a brincar. Mas não era o caso.
Quando ficámos noivos, tudo piorou. Ela passou a tratar-me como sua empregada pessoal — mandava-me comprar mantimentos, organizar a cozinha e até dobrar a roupa. «Você tem que aprender a fazer isso exatamente como eu», dizia ela, verificando o meu trabalho.
Eu aguentava isso, pensando que tudo iria acalmar quando nos casássemos. Mas isso não aconteceu.

Certa vez, ela disse: «Você tem que usar o cabelo com cachos suaves, como eu. É assim que o meu filho prefere».
Eu apenas olhei para ela. «Ele nunca disse isso.»
Ela sorriu — com satisfação, confiante. «Claro que não disse. Ele cresceu vendo o meu cabelo assim. É isso que ele está acostumado. É isso que ele gosta.»
E foi isso. Naquele momento, percebi que não se tratava de eu me encaixar na família. Tratava-se de ela se recriar através de mim.
E quando finalmente contei isso ao meu noivo, a reação dele me disse tudo o que eu precisava saber.
Ele suspirou, esfregou a têmpora e disse: «Estás a reagir de forma exagerada».
«Exagerando?», repeti, levantando a voz. «A tua mãe, na verdade, quer transformar-me nela! E tu não percebes o quão assustador isso é?»
Ele balançou a cabeça, irritado. «Ela só quer que tenhamos um bom casamento. Ela sabe que isso ajuda. Ela foi a esposa perfeita para o meu pai».
Quase ri da sua cegueira. «Mas será que ela era assim? Ou será que ela apenas controlava todos os aspetos da vida do teu pai?»

Naquele momento, o seu rosto mudou. Um lampejo de dúvida. Um momento de hesitação. Mas, em vez de aprofundar o assunto, ele ignorou-o. «Ela só está a tentar ajudar. Não consegues perceber isso?»
Senti algo dentro de mim se partir. Se ele nem sequer consegue reconhecer que existe um problema, que futuro podemos ter?
A gota de água foi a semana em que, ao chegar a casa, encontrei uma encomenda da minha sogra. Dentro havia um vestido. Não era um vestido qualquer — era uma cópia exata do que ela usou no casamento da família, muitos anos atrás. O bilhete que o acompanhava dizia: «Achei que ficaria perfeito em ti! É clássico, como o que eu usei. O meu filho vai gostar.»
Olhei para ele horrorizada. Não se tratava apenas de controlo. Tratava-se de me apagar da face da terra e substituir-me por ela.
Mostrei o vestido ao meu noivo, esperando que ele finalmente compreendesse. Mas ele apenas encolheu os ombros. «Um vestido bonito».
Naquela noite, tomei uma decisão. Não iria desperdiçar a minha vida tentando ser outra pessoa. O amor deve ser uma parceria, não uma submissão. Se ele não conseguia enfrentar a mãe agora, nunca conseguiria. E eu me recusava a viver na sombra de outra pessoa.
Arrumei as minhas coisas e fui embora. Não foi fácil. Foi muito doloroso. Mas, ao sair de casa, senti algo que não sentia há muito tempo.

Alívio.
E a lição? Se alguém te ama, deve amar-te a TI, e não a versão de ti que corresponde às expectativas de outra pessoa. Nunca permita que ninguém apague a sua individualidade por causa de um relacionamento. Você é suficiente do jeito que é.
Se esta história tocou você, não se esqueça de curtir e compartilhar. Você já teve que lidar com uma sogra controladora? Vamos conversar sobre isso nos comentários!
