O marido foi apanhado a trair a mulher, mas continua a agir como se nada tivesse acontecido.

Isabel regressa a casa de madrugada e encontra o seu marido rico, Paul, com a amante Jane. Sem se importar com isso, Paul corajosamente leva Jane para dentro de casa. Paul é autoritário e perigoso. Isabel não consegue ir embora, mas logo demonstra a sua força ao lutar contra ele.

Isabel entrou em casa carregada de sacolas e presentes para surpreender Paul no seu aniversário. A sua emoção desapareceu quando ouviu vozes vindas do quarto deles no andar de cima e viu roupas femininas no chão.

Isabel subiu as escadas com o coração batendo forte. O seu mundo desabou quando ela espreitou pela porta entreaberta do quarto e viu o seu marido a partilhar a cama com outra mulher…

«Queres repetir?», perguntou Paul à mulher, Jane, sem notar Isabel.

Quando ele finalmente a viu, quando ela, em choque, deixou cair as suas malas, ele estava calmo como um pepino.

«Olá! Jane, esta é a minha esposa, Isabel», disse ele calmamente.

«Olá», respondeu Jane, sem prestar atenção ao facto de estar na cama de um homem casado.

«Isso é uma loucura!», exclamou Isabel. «Como você pôde…»

«Relaxe», disse Paul. «Por que voltou tão cedo?»

«Ela está com o meu roupão, Paul, e está na nossa cama!», exclamou Isabel, apontando para Jane. «E tu estás preocupado com o motivo de eu ter voltado mais cedo?»

«Tu disseste que voltarias às sete. Ainda não são nem 5h30», disse Paul, evitando responder. «Pega nas tuas coisas e desaparece por umas horas.»

«Sim, tens 10 segundos para desaparecer, querido», acrescentou Jane, deitando-se com confiança na cama.

Isabel estava devastada. Ela decidiu separar-se de Paul para sempre e pegou as suas roupas extras no quarto de hóspedes.

Quando ela estava a arrumar as suas coisas na sala de estar, uma voz a distraiu.

«Porque estás a arrumar as tuas coisas?», perguntou Paul, irritado.

«Vou embora! As crianças vão ficar comigo!», disse Isabel. Ela nunca mais veria o rosto daquele homem na vida!

«Está a deixar-me? E para onde vai?» Paul zombou dela, lembrando-a de que ela não tinha para onde ir. A mãe dela tinha morrido, Isabel fugira da sua cidade natal com Paul e não tinha amigos.

«E a Julia e o John? O que será deles quando eu bloquear os teus cartões?», ameaçou Paul, usando os filhos contra ela.

«Tens uma amante. O que mais podes querer de mim e dos meus filhos?», exclamou Isabel.

«Eles são meus filhos também. E não se esqueça, querida, sem mim você não é ninguém», disse Paul cruelmente. Ele estava certo. Paul era uma pessoa influente, tinha contactos e era rico. E Isabel? Ela era uma simples dona de casa que sacrificou a sua vida, carreira e sonhos para ficar ao lado do marido e dos filhos.

«Vou-me embora, Paul, e é definitivo!», disse ela, reunindo coragem.

«Se queres ir embora, vai. Mas nunca mais verás os teus filhos», ameaçou ele.

Ao ouvir isso, ela ficou paralisada. Se ele disse que ela não veria mais os seus filhos, isso significava que ele faria de tudo para conseguir isso. Graças a Deus, as crianças estavam a dormir na casa de amigos e não viram nada.

Isabel decidiu ficar, mas não permitiu que Julia e John fizessem parte disso, então, no dia seguinte, enviou-os para um acampamento de verão. Devido às férias prolongadas, eles insistiram em ir para o acampamento. Ela sabia que Paul não tinha voltado para casa a noite toda; a última vez que ela o ouviu foi por volta da meia-noite, quando ele saiu com Jane.

Enquanto Isabel preparava o pequeno-almoço, Paul e Jane voltaram, agindo como se nada tivesse acontecido.

«Olá, esposa», disse Paul. «Querida, como está?»

«Olá, Isabel», respondeu Jane com arrogância.

«Querida, onde estão os seus modos? Cumprimente a nossa convidada», disse Paul a Isabel, que apenas lhe lançou um olhar.

«Acho que não estás com disposição para gentilezas. Então, põe a mesa para três, por favor», disse Paul, levando Jane cuidadosamente até à mesa de jantar.

Isabel sentiu-se magoada ao ver o marido com outra mulher, mas não disse nada. Sim, Paul era um canalha, mas era o homem que ela outrora amara de todo o coração.

Durante o pequeno-almoço, Paul gabou-se dos seus negócios e contactos, tentando perturbar Isabel, mas ela não reagiu. Então, ele fez uma proposta chocante.

«Temos de fazer isto regularmente. A Jane tem de se mudar para cá», anunciou Paul.

«O quê?», exclamou Isabel.

«Finalmente, o espectador falou. O que foi? Algum problema?» Paul olhou para Isabel. «Como eu imaginava», ele sorriu, sem prestar atenção nela.

«Na minha opinião, é uma excelente ideia! Pode ajudar-me a levar as coisas, querido?», perguntou Jane a Paul.

«Claro, porque não?»

Isabel sentiu-se ainda mais traída. Ela e os seus filhos mereciam melhor!

Quando Paul e Jane saíram de casa, Isabel ligou para um advogado especializado em divórcios chamado Charles. Ela o encontrou na Internet. Ela estava nervosa, mas explicou que precisava de ajuda para proteger os filhos de Paul.

«Desculpe, Sra. Yates, mas não posso aceitar o seu caso. O seu marido é muito influente e perigoso. Todos o conhecem», explicou Charles.

«Por favor, eu imploro», chorou ela.

«Tudo bem. Encontre algo contra ele e ligue-me de volta. Preciso ir», aconselhou Charles e desligou o telefone.

Como vou fazer isso agora? pensou ela. Quando, naquela mesma noite, Jane se mudou para a casa com as suas malas, Isabel sentiu-se ainda mais perdida. Será que ela ficaria presa num casamento infeliz, onde teria de aturar a amante do marido? Naquela noite, Isabel não conseguiu dormir, pensando em como proteger os filhos e a si mesma de Paul.

Na manhã seguinte, ela preparava café na cozinha quando Jane entrou na sala.

«Café?», perguntou Isabel, enquanto um plano se formava no fundo da sua mente.

«Sim, claro», disse Jane, sentando-se à mesa.

«É o meu casaco que estás a usar, certo?», observou Isabel.

«Sim, vai chover», respondeu Jane, sem se preocupar.

Isabel estendeu uma chávena de café a Jane.

«Espero que não esteja envenenado», resmungou Jane. Isabel tomou um gole da sua chávena e sorriu.

«O que se passa?», perguntou Jane, sentindo que algo tinha acontecido.

«Eu sei porque estás com o Paul. É por causa do dinheiro dele, não é?», disse Isabel.

«O Paul ama-me», afirmou Jane, mas a sua voz soava insegura, e isso era exatamente o que Isabel precisava.

«O Paul só ama a si mesmo. Ajude-me e eu vou torná-la rica», propôs Isabel. «Não preciso do dinheiro dele. Quero liberdade para mim e para os meus filhos. Assim que ele se separar de mim, dividiremos tudo o que eu receber. 50/50.»

Jane parecia estar a pensar profundamente. «Bem… vamos fazer 70/30, e eu concordo.»

Isabel fez uma pausa. «Tudo bem, combinado», ela finalmente concordou.

Dois dias depois, Jane e Isabel se encontraram novamente para discutir o plano. «Tem alguma prova contra ele?», perguntou Isabel. Paul estava fora e ela sabia que não haveria melhor momento para conversarem.

Mas então ouviu-se uma voz surpreendentemente familiar e totalmente inesperada. «O quê?»

O coração de Isabel disparou e o corpo estremeceu em choque e descrença. Era o Paul. Ela não tinha ouvido o seu regresso.

«Paul», disse ela, ofegante, virando-se para ele.

«Pensaste que eu te ajudaria? Graças aos contactos do Paul, posso conseguir muito mais!» Jane sorriu maliciosamente.

«Paul, o que quer que ela lhe tenha dito, não é verdade», tentou Isabel, gaguejando, para salvar a situação.

«Dê-nos um minuto, Jane», disse Paul calmamente, e assim que ela saiu, o seu comportamento mudou drasticamente.

«Não vou bater em ti nem dar-te armas para usares contra mim, mas prometo tornar a tua vida insuportável!», sibilou Paul, com o rosto a poucos centímetros do de Isabel, a respiração quente de raiva.

«Paul, por favor. Prometo ser obediente a partir de agora!», implorou Isabel, com a voz embargada e lágrimas a correrem-lhe pelas bochechas. Ela ajoelhou-se diante dele, com o corpo a tremer. «Por favor, não me separe dos meus filhos!», balbuciou ela.

Uma expressão cruel apareceu no rosto de Paul quando ele olhou nos olhos cheios de lágrimas de Isabel. «Obrigado. Obrigado pela oferta. Até eu decidir o que fazer com você, não pode sair de casa», disse ele friamente, virou-se e saiu da sala.

Numa última tentativa de escapar das garras do marido, Isabel encontrou o telefone e ligou para Charles. Mas ele recusou-se a ajudá-la.

«Nunca mais ligue para este número! Não quero colocar a mim e à minha família em perigo!», disse Charles e desligou. Isabel ficou paralisada. O que fazer agora? Ela percebeu que Charles provavelmente estava a ser ameaçado por Paul.

As semanas passavam e a situação de Isabel só piorava. Paul vigiava cada passo seu, e Jane agia como se fosse a dona da casa. Isabel nem conseguiu ver os seus filhos quando eles voltaram.

«Não te preocupes, eu disse-lhes que estavas doente. Eles vão ver-te quando estiveres melhor», disse-lhe Paul.

Sentindo-se presa e desesperada, Isabel implorou a Paul que a deixasse ver os filhos. «Paul, por que fazes isto? Eu deixo-te ficar com a Jane, se é isso que queres!», gritou ela.

«A Jane é apenas a minha assistente. Ela está aqui para me ajudar a cuidar de ti», respondeu Paul zombeteiramente, rejeitando a sua proposta.

Sentindo-se zangada e impotente, Isabel só conseguia chorar de desapontamento. Mas quando, alguns dias depois, Paul saiu com Jane para o trabalho, Isabel decidiu que já bastava. Ela elaborou um plano para fugir e procurar provas contra Paul.

Vestida como empregada doméstica, Isabel saiu secretamente da mansão e foi para o escritório de Paul. Ela usou o cartão-chave, que tirou discretamente de casa, para entrar e começou a revistar a mesa dele em busca de algo proibido.

Enquanto ela examinava alguns papéis, o seu telefone tocou repetidamente. Quando ela finalmente o verificou, o seu rosto empalideceu. Era Paul a ligar. Ela olhou para cima e viu as câmaras no escritório dele.

Entrou em pânico ao perceber que Paul sabia da sua presença. Rapidamente fotografou todos os documentos que encontrou.

Isabel enviou essas fotos para a polícia, para a mídia e para todos os seus conhecidos, na esperança de que alguém a ajudasse. Então, ela se apressou em sair, mas viu Paul entrando com a segurança. Ela não sabia que ele estava voltando de uma viagem justamente naquele dia.

E então ela viu uma figura familiar parada ao lado dos carros da polícia que levavam Paul. Charles, o advogado que insistiu para que ela nunca mais se envolvesse com ele.

«Talvez ele seja uma boa pessoa, afinal», pensou Isabel baixinho, e seu coração se encheu de gratidão. Ao sair para a rua, ela não pôde deixar de notar o choque no rosto de Jane. «Eu deveria ter aceitado a sua proposta», murmurou ela alto o suficiente para que Isabel ouvisse.

Isabel parou e virou-se para ela. «Eu não o teria dado a ti. Tu não mereces nem uma parte do meu dinheiro», respondeu ela, com a voz firme e cheia de uma força recém-descoberta.

Ao sair, Isabel sentiu uma sensação de libertação que não experimentava há muito tempo. Ela lutou contra obstáculos intransponíveis e saiu vitoriosa. Ela começaria uma nova vida com os seus filhos e, desta vez, tudo estaria sob o seu controlo, e não nas mãos de Paul ou Jane.

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